Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 24/03/2023
Apesar da facilidade de obter informações nos dias atuais, diversas pessoas ou não se informam de determinados assuntos ou se informam de maneira inadequada. É o caso da automedicação, pelo fato de ser “cômodo” não ter que passar por um médico para saber qual medicamento usar e como usar, diversos indivíduos optam pelo caminho mais fácil, porém, bastante perigoso. Grande parte desses episódios se ocasionam por influencia de terceiros - parentes, amigos e principalmente, influenciadores - o que acaretam em: agravamento da doença, depêndencia, intoxicação e morte.
Em primeiro lugar, é nítido o poder de persuasão que a internet e os influenciadores têm sobre os telespectadores. Nesse viés, se torna comum ver pessoas querendo seguir os treinos, dietas e até mesmo os medicamentos utilizados por estes; hábito que coloca a saúde do individuo em vulnerabilidade. De acordo com o Conselho Federal De Farmácia, quase metade da população brasileira (47%) se automedica no mínimo uma vez ao mês, pode-se dizer que muitos desses se “consultam” com amigos/parentes e por verem a eficácia de determinados medicamentos nessas pessoas próximas, sentem-se confiantes para o uso sem prescrição médica. Vale salientar que a venda de medicamentos com ausência de receita é ilegal, para situações como esta o Projeto de Lei 723/2019 determina advertências e recomendações para consulta com um profissional competênte.
Em segundo lugar, os danos colaterais dessa prática constante, podem trazer consequências não só indivíduais mas para a saúde pública. Nesse contexto, por indicação do ex presidente: Jair Messias Bolsonaro (indivíduo com grande influência) em 2019, grande parte dos cidadãos brasileiros passaram a consumir a Ivermectina no intuito de combater o Covid-19. Os efeitos colaterais desse vermífugo vão de sintomas como: náuseas, vomitos, diarreia, tontura até casos mais severos - coma e morte-. Além de já confestionados com pessoas infectadas do vírus, muitos hospitais tiveram que prestar socorro à essas situações de automedicação.