Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 15/04/2023
A série médica estadunidense “House”, retrata em diversos episódios diagnósticos de doenças que, devido à automedicação, foram agravadas. Apesar da trama se passar nos Estados Unidos, essa realidade está muito presente na sociedade brasileira. Nesse sentido, é importante ressaltar a falta de fiscalização na venda de medicamentos prescritos e a precariedade do sistema público de saúde como fatores que possuem grande influência nesse prolema.
Diante desse cenário, percebe-se a falta de fiscalização na venda de medicamentos com prescrição médica. Dessa forma, segundo uma denúncia aprovada na Bienal da Academia Cearense de Medicina apenas 51% dos medicamentos vendidos no Brasil são fiscalizados de forma adequada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sendo assim, quase metade de todos os remédios comercializados não são devidamente supervisionados, o que pode vir a causar agravamento no quadro clínico dos pacientes, além de possíveis alergias e overdoses.
Ademais, é notória a precariedade do sistema público de saúde. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes “O Estado é responsável por garantir o bem-estar da população”. Desse modo, o atendimento médico fornecido pelo governo através do Sistema Único de Saúde (SUS) deveria ser suficiente para garantir o bem-estar integral dos cidadãos, o que não acontece, fazendo muitas pessoas colocarem sua integridade em risco ao recorrer à automedicação, na falta de um profissional qualificado para prover atendimento de qualidade e prescrever medicações próprias para seus quadros clínicos.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter a automedicação no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, através da Anvisa, fazer uma fiscalização mais eficaz da comercialização dos medicamentos, por meio de multirões, a fim de ao menos diminuir sua venda indevida. Cabe também ao Governo Federal, melhorar as condições de atendimento do SUS, por intermédio de mais investimentos, para que os cidadãos não precisem recorrer a medidas que põem em risto sua saúde. Assim, fazendo com que casos como o de “House” não voltem a acontecer.