Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 14/05/2023
Automedicação: ato de medicar a si prescindindo de uma opinião médica. Algo aparentemente inofensivo no entanto, afeta a longo prazo milhares de pessoas, essa irresponsabilidade pode inviabilizar remédios que são efetivos e levar a óbito aqueles que deliberadamente optam por ingerir as drogas sem o parecer profissional. Logo, para evitar tais desfechos é necessário conscientizar a população.
A priori, é preciso entender o porquê automedicação é um risco para a população de forma geral. Segundo o Ministério da Saúde, em seu portal online, ignorar a um parecer profissional e “aventurar-se” tomar qualquer remédio é um ato irresponsável. Medicamentos levam tempo para serem desenvolvidos e terem resultado satisfatório em eliminar a mazela da vez. Dessa forma, agem de forma especifica e eficaz contra um vírus ou bactéria, e além disso, muitas vezes também têm prazo exato de atuação da droga no organismo. Um leigo, medica-se e ignora essas especificidades, o não obedecer acaba selecionando antígenos mais fortes, ou seja, doença mais forte. Logo, o medicamento perde eficácia pois os invasores do corpo resistem, cepas resistentes nascem, prejudicando os que realmente estavam fazendo bom uso.
Nesse contexto, é preciso entender que para além desse efeito a longo prazo existe o efeito imediato, a inconsequência leva ao óbito. Um exemplo famoso foi a morte da namorada do ator Jim Carrey, que após automedicar-se com as pílulas que seu conjuje havia sugerido, tomando uma superdose e sofrendo uma overdose. Ainda que esse caso seja norte americano, segundo a Unimed, cerca de 20 mil brasileiros morrem por conta dessa mesma imprudência.
Em suma, a prática da automedicação invalida remédios e leva a óbito aqueles que se submetem a isso. Essas consequências podem ser evitadas se for admitido a impressimbilidade de campanhas de conscientização da população, que deve ser feita em conjunto pelos ministérios da Saúde e da Comunicação, respectivamente nas figuras de autoridade, Nísia Trindade e Juscelino Filho, na forma de campanhas de rádio, televisivas e divulgar em redes sociais sobre os impactos negativos do assunto, a fim de mitigar os danos dessa prática.