Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 05/06/2023
No seriado “Sob Pressão” é retratado em certo capítulo o filho de uma médica falsificando a assinatura de sua mãe em receituários para a utilização de remédios controlados. Nessa perspectiva, sabe-se que a automedicação já é um hábito que está enraizado na sociedade, a qual, muitas vezes, ocorre pela falta de conhecimento dos indivíduos a respeito dos riscos desse ato, assim afetando diretamente a saúde dos mesmos.
Em primeiro momento, é necessário analisar que existe uma precariedade na emissão de informações sobre a importância das medicações terem prescrição médica. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, no ano de 2022 cerca de 89% da população acima de 16 anos se automedicava. Dito isso, as pessoas acabam achando mais fácil se automedicar do que marcar consulta com um profissional, ignorando o fato de que o remédio pode ter um efeito reverso. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas a fim de reverter esse cenário.
Além disso, a prática da automedicação pode ser muito prejudicial para a saúde das pessoas, podendo não trazer o resultado desejado. Conforme dados da Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas, o ato de tomar remédio sem orientação é responsável por cerca de 20 mil mortes anuais no Brasil. Sendo assim, fica perceptível que se deve ter muito cuidado com essa prática, pois ela pode ter graves consequências. Diante disso, é necessário que essa situação seja resolvida para evitar que ocorram mais fatalidades.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde agir por meio de políticas públicas expondo cartazes em escolas e hospitais e propagandas em rede nacional para orientar a população a respeito dos riscos da automedicação. Assim, trazendo informação para que as pessoas evitem essa prática que pode ser tão prejudicial à saúde.