Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 28/05/2023

No seriado “Pretty Little Liars”, a jovem Spencer decide começar a tomar antipsicóticos sem a devida prescrição médica, com o objetivo de controlar sua ansiedade e aumentar seu foco. No entanto, o uso frequente desses medicamentos leva a garota a uma dependência química. Saindo da ficção, observa-se o grande número de pessoas que fazem o uso de tais remédios, seja pela busca do prazer ou pela falta de informações sobre os prejuízos quando consumidos em excesso. Faz-se necessário ressaltar a negligência governamental e a influência midiática como principais agravantes da problemática.

Nessa perspectiva, é fundamental entender os prejuízos que a falta de fiscalização goveramental gera. Prova disso são os dados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os quais mostram que, no levantamento feito em 2022, cerca de 77% da população brasileira se automedica, resultando na média de 20 mil mortes anuais em decorrência do uso inapropriado dos farmácos. Logo, fica evidente que esses casos se dão pela ineficácia do governo para com a sociedade.

Ademais, a manipulação ocorrida digitalmente é um fator de bastante influência para o aumento nos casos, visto que os usuários de redes sociais buscam, de alguma forma, suprir problemas emocionais, se sujeitando á remédios indicados pela internet. Tal prática torna evidente o pensamento de Epicuro de Samos que afirma: `` Os seres humanos buscam prazeres para atingir a paz e evitar a dor´´. Sob essa ótica, nota-se o quanto a fragilidade emocional afeta o indivíduo, tornando-o vulnerável á tomar decisões quando o próprio não tem conhecimento do assunto.

Portanto, torna-se evidente que medidas precisam ser tomadas para que o problema seja reduzido. Para isso, é fundamental que o Poder Executivo - na esfera federal - crie uma proposta de ampliação da verba orçamentária anual destinada à eventos nacionais que conscientizem e incentivem o uso consciente de medicamentos. Tal proposta deverá ser efetivada por meio de uma votação feita por deputados federais e senadores, pois são componentes do Congresso Nacional e responsáveis pela aprovação de alterações na Lei Orçamentária Anual. Isso deve ocorrer a fim de diminuir casos do uso exacerbado dos farmácos, evitando casos como o de Spencer.