Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 24/06/2023

“Só sei que nada sei”, famosa frase do filósofo Sócrates, pode definir o comportamento de pessoas que tomam remédios sem orientação médica, nada sabem sobre os malefícios de tal atitude, colocando sua saúde em risco. A automedicação está cada vez mais em debate no século XXI, sendo assim, importante ressaltar a razão da população agir de tal forma e as consequências acarretadas.

Em primeiro lugar, é de suma importância entender o motivo que leva os indivíduos a se automedicarem. Uma razão para isto é a pressa que a sociedade vive, num mundo imediatista, o qual espera-se que tudo seja resolvido o mais rápido possível e inclusive, nos sintomas de possíveis doenças. Na área da matemática, especificamente nas contas de multiplicação, é dito com frequência: “a ordem dos fatores não altera o produto”, o que significa que é indiferente aonde os números são colocados, pois o resultado da conta será o mesmo. Já na medicina não há esta regra, existe uma ordem, recomendada pelos médicos, de após iniciar os sintomas, ir a consulta, em segundo realizar exames e depois uma possível medicação. Porém as pessoas inverteram a ordem dos fatores, iniciam na medicação feita por si próprios, sem paciência de buscar ajuda profissional, podendo gerar resultados graves.

Dessa forma, é necessário ressaltar quais problemas acompanham a automedicação. É evidente que todos os fármacos possuem efeitos colaterais e riscos de reações alérgicas graves por alguns usuários, de maneira que é um grande perigo, já que a cada ano falecem 20mil pessoas em decorrência da medicação tomada por si mesmo sem orientação médica, de acordo com a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma).

Portanto, medidas devem ser tomadas pelo Governo, em parceria ao Ministério da Saúde, através de campanhas de educação, em locais como transportes públicos e praças, as quais falem dos riscos de se automedicar, visando conscientizar a população e incentivando-a a buscar ajuda médica quando tiverem qualquer sintoma. Assim, a frase de Sócrates já não mais definirá o povo, pois ele saberá a quem recorrer e o que não fazer quando o assunto é saúde.