Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 02/08/2023

O documentário “Take your pills”, produzido pelo serviço de streaming Netflix, aborda o consumo crescente de medicamentos psicoestimulantes em ambientes universitários e corporativos, mostrando os malefícios causados pelo uso sem o devido acompanhamento médico dessas subtâncias. Assim como é apresentado no documentário, a automedicação tem se tornado cada vez mais comum na sociedade e a verdade é que a população não está sendo devidamente alertada quanto aos riscos de se medicar sem prescrição médica.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer como o panorama supracitado é responsável por causar graves problemas à saúde das pessoas e até mesmo a morte. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), no Brasil, cerca de 20 mil pessoas morrem a cada ano em consequência da automedicação, isso comprova que a falta de informação e de alerta sobre o assunto pode trazer prejuízos extremos.

O segundo item que deve ser analisado diz respeito ao alarmante fato de que 77% dos brasileiros têm o hábito de tomar medicamentos sem orientação médica, afirma uma pesquisa feita pelo CFF (Conselho Federal de Farmácia); logo, grande parte da população está sujeita aos perigos de se automedicar, podendo ser estes: reações alérgicas, intoxicação, efeitos colaterais intensos, entre outros.

Outro fator existente é que, de acordo com a Pfizer, no Brasil, cerca de 35% dos medicamentos são adquiridos nas farmácias sem prescrição médica, e isso é decorrente da negligência das empresas farmacêuticas que permitem que estes medicamentos sejam vendidos, “fechando os olhos” para a problemática da automedicação.

Em vista dos argumentos apresentados, é possível concluir que a automedicação é algo sério e que a falta de informação sobre o assunto faz com que as pessoas achem que não há problema nisso, por isso, é necessária a ampla divulgação de informações sobres os riscos de se automedicar a partir de campanhas feitas pelo Ministério da Saúde, e concomitante a isso, haja legislação e fiscalização para a venda de medicamentos por parte do Estado. Posto isso, será superada a problemática da automedição e a sociedade poderá viver mais saudável e segura.