Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/08/2023

A frase “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose”, de autoria do médico suíço Paracelso, pode ser interpretada com relação ao risco que o excesso de algo pode causar. Sob o mesmo ponto de vista, o uso excessivo e inadequado de drogas lícitas apresenta sérias ameaças à saúde humana. Assim, se faz urgente a análise das causas e consequências ligadas à automedicação no Brasil.

Em primeiro lugar, é notável a conexão entre os defeitos do SUS – falta de médicos e materiais hospitalares, demora no atendimento, falta de leitos, etc – e a preferência dos indivíduos a se medicarem em casa e “solucionar” o mal estar. Segundo um levantamento recente feito pelo IBGE, 90% dos brasileiros consideram o sistema público ruim, decorrente dos pontos negativos apresentados. Dessa forma, preferem evitá-lo a qualquer custo.

Além disso, o prejuízo causado por essa prática é nocivo e torna-se mais perigoso a longo prazo. Como resultado, o uso de um remédio não receitado pode causar o agravamento do quadro do paciente ou gerar resistência e imunidade de bactérias a antibióticos. Prova disso, é a criação de superbactérias a partir da dosagem errada de um medicamento, que ao invés de eliminá-la, a torna mais forte.

Em suma, a automedicação vem causando diversos danos a saúde do povo brasileiro, sendo vital a intervenção de agentes nessa adversidade. Portanto, o Ministério da Saúde deve se atentar à qualidade do serviço que está sendo oferecido à populacao, por meio de fiscalizações regulares nos ambientes hospitalares, causando exponencialmente a melhora dela, pois só com essa medida tomada será possível impedir a problemática discutido. Afinal, é preciso sustentar o artigo 196: a saúde é um direito de todos e um dever do Estado.