Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 04/11/2023

Na minissérie norte-americana “O Gambito da Rainha”, a protagonista Elizabeth Harmon, tinha dependência química em tranquilizantes oferecidos na infância para uso diário, mas que saem do controle quando ela toma eles sem um acompanhamento necessário. Fora da ficção, como esse cenário é muito presente no Brasil, faz-se relevante a discussão sobre as problemáticas da automedicação na atualidade.

Sob essa perspectiva, a grande atriz dos anos 80, Marilyn Monroe, teve sua vida interrompida, devido a intoxicação de remédios antidepressivos com o objetivo de aliviar os estresses trazidos pela fama. Nesse viés, é perceptível o uso abusivo e indevido de medicamentos pela sociedade, sem um acompanhamento necessário, ocasionando efeitos colaterais graves e até a morte, descredibilizando o uso de remédios para os devidos tratamentos.

Além disso, outro fator que leva a automedicação indevida é a falta de fiscalização e a facilidade na compra e venda de medicamentos. O artigo 281 do Código Penal Brasileiro, criminaliza o fornecimento de medicamentos sem receita médica, levando até um ano de prisão. Entretanto, na realidade brasileira, a imposição de uma lei como essa não é tão eficaz, tendo em vista que a população vê um caminho mais viável, em comprar medicamentos sem precisar consultar um médico, pelas dificuldades encontradas no acesso aos serviços de saúde.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde - orgão responsável pela criação de políticas públicas ligadas a saúde - promova, por meio de campanhas publicitárias, que provoquem aos cidadãos os riscos trazidos pela automedicação sem um acompanhamento, a fim de combater a compra desses remédios sem um limite necessário. Sendo assim, situações como a de Elizabeth deixaram de ser um problema tão presente no território brasileiro.