Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 25/09/2023
Na obra o “Espirito das Leis”, Montesquieu enfatizou que é preciso analisar as relações existentes em povo para, assim, aplicar as diretrizes legais e abonar o progresso coletivo. No entanto, ao observar a questão da automedicação em debate no século XXI, certifica-se que a teoria do filosofo diverge da realidade tupiniquim contemporânea, uma vez que tais práticas acabam por acarretar diversos malefícios sociais, fato o qual impede a ascensão do Estado brasileiro. Com efeito, é imprescindível enunciar os aspectos socioculturais e sociopolíticos como pilares essenciais da chaga.
À luz dessa perspectiva, é importante aprofundar, antes de tudo o fator grupal. Conforme o sociólogo alemão Jurgen Habermas, a razão comunicativa – ou seja, o diálogo – constitui uma etapa fundamental no desenvolvimento social. Nesse interim, a falta de estimulo ao debate a respeito dos danos à saúde ocasionados pelo ato de automedicar-se em pleno século 21 , em setores escolares e familiares, todavia, coíbe o poder transformador da deliberação e, consequentemente, ocasiona efeitos infortúnios no meio social. Destarte, discorrer criticamente sobre a problemática é o primeiro passo para a legitimação do progresso sociocultural habermaseano.
Ademais, a inércia estatal inviabiliza o combate aos empecilhos a saúde pública causados pelo uso de medicações de forma deliberada. A esse respeito, o filosofo inglês John Locke desenvolveu o conceito de “Contrato Social”, a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado, que, por sua vez, garantiria direitos inalienáveis à população. Todavia, a falta de políticas públicas de enfrentamento pleno aos prejuízos a sociedade relacionados a automedicação nos anos posteriores a 2001, evidencia que o Poder Público brasileiro se mostra incapaz de cumprir o contrato de Locke, na medida em que diversas doenças adaptam-se aos medicamentos usados de forma excessiva, tal afirmativa foi vinculada pela Pfizer no ano de 2019 ao analisar diversas bactérias que