Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 10/03/2024
A série norte-americana “Dr. House” retrata a história de um médico que na maioria dos seus diagnósticos o uso inadequado de algum medicamento agravou o quadro clínico do paciente. Análogo a esse cenário ,percebe-se que, na atual realidade brasileira,o crescente número de pessoas que se automedicam, tornou-se um problema de saúde pública. Assim,há de se combater desinformação sobre os malefícios da automedicação, bem como a omissão evstatal.
Em primeira análise, vale destacar que a desinformação sobre as consequências da automedicação traz graves problemas. Conforme uma pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Farmácia, a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros. Seguindo esse contexto, indivíduos, a qualquer manifestação de mal-estar, usam medicamentos sem prescrição médica e, como consequência, podem mascarar sintomas de doenças mais graves. Sob esse viés, faz-se necessário buscar atendimento profissional para prescrever, ou não, medicamentos adequados para o tratamento da patologia.
Em segunda análise, a omissão estatal fomenta a cultura da automedicação. Diante desse cenário, Sartre, expoente filósofo italiano, afirma que o Estado não deve apenas garantir os direitos básicos, a exemplo a saúde, mas também assegurar que a população usufrua deles na prática. Desse modo, sob a lógica de Sartre, a precariedade do sistema de saúde com longas filas de espera, a carência de médicos nos postos de saúde, além da dificulda das comunidades remotas a chegarem aos locais de atendimento faz com que a polulação busque caminhos mais fáceis e a automedicação acaba se tornando a saída para muitos. Nesse sentido, o Estado necessita buscar meios para que a sociedade usufrua do direito à saúde.