Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 29/03/2024
Na música ‘‘Happy pills’’ da banda Weathers, é apresentada a problemática do uso descontrolado e desregulado de remédios. Apesar do exagero contido no clipe, é possível fazer um paralelo com a sociedade contemporânea brasileira, na qual existe uma normalização no hábito de automedicação. Levando isso em consideração, a facilidade da aquisição de drogas lícitas, pode levar a má utilização delas, além disso, apesar de existir a bula, o corpo de cada um funciona de forma diferente, e somente um médico pode dizer o que é melhor para cada organismo.
O mal uso de substâncias controladas, pode levar o corpo humano a diversos efeitos colaterais indesejados, incluindo a própria morte. Como é mostrado na obra ‘‘Alice’’, do cantor Kamaitachi, é notório que pessoas com saúde mental prejudicada, aproveitam da falta de dificuldade em conseguir remédios, e os utilizam intencionalmente de maneira que afete negativamente a própria saúde. Tais pessoas buscam essa oportunidade de atentar contra a própria vida, e a facilidade com a qual elas conseguem acesso a esse tipo de droga, impulsiona e ajuda em seu objetivo suicida.
Apesar de certas pessoas usarem medicação intencionalmente para causar mal a própria saúde, algumas pessoas fazem isso sem querer por não ter prescrição médica. O médico Paracelso, diz que ‘‘A diferença entre o veneno e o remédio, é a dose’’, essa afirmativa mostra que apesar do remédio ser o certo para a situação, se ele for dosado de maneira errada, vira um veneno. Considerando isso, apesar da bula existir, na maioria das vezes ela se baseia somente no peso do indivíduo, desconsiderando outras questões que teriam que ser analisadas por um corpo médico antes da aplicação da medicação.
Pessoas que utilizam remédios sem prescrição, estão sujeitas a diversos problemas. Para acabar com isso, é necessário que a indústria farmacêutica limite o acesso a medicações, colocando a necessidade de prescrição médica neles, para impedir que pessoas adquiram remédios sem passar por um médico. Só assim, não teremos o uso desregulado de remédios, como em ‘‘Happy pills’’.