Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/02/2025

Diante da conclusão de Anthony Wong, a automedicação responsável é econômica e ajuda o sistema de saúde como um todo, é perceptível um benefício em volta da automedicação, porém as pessoas, por muitas vezes, têm feito o uso de remédios descontroladamente por não haver uma fiscalização intensiva em torno da situação. A partir do uso excessivo de medicações sem consulta problemas vem sendo criados, como o vício e novos problemas de saúde.

Segundo François La Rochefoucauld, “os vícios entram na composição da virtude assim como os venenos entram na composição de remédios. A prudência mistura-os e atenua-os, e deles se serve utilmente conta males da vida”. O vício pode ser definido como uma tendência específica para algo nocivo ou qualquer ato, conduta, por essa tendência, e a partir disso as pessoas sem ajuda, se afundam mais nesse mundo obscuro da automedicação, da mesma forma que outras se afundam em drogas. Um exemplo disso, é nos EUA que enfrentam problemas com a oxicodona, que por vezes foi receitada por um especialista.

O uso inadequado de medicamentos pode causar de reações alérgicas até o desenvolvimento de problemas mais sérios de saúde, em nossa legislação há uma lei que não permite a propaganda sem advertêrncias sobre o produto anunciado. Porém a propagações de notícias falsas trazem muitos problemas, como o episódio da Cloroquina em 2020, que após o uso do medicamento contra a Covid-19 acabou-se causando arritmia cardíaca, problemas renais, entre outros problemas. Além de não resolver o problema existente, a automedicação sem comprovações científicas e acompanhamento médico, podem criar uma nova dificuldade.

Logo, a falta de controle de medicamentos e acompanhamento de tratamentos necessita de mais verificação por meio do Ministério da Saúde, além de criar exames qualificatórios para testar como a pessoa reagiria a entrar em contato com o medicamento, ficando dependente ou não. Assim diminuindo o acesso aos benéficos, porém nocivos, remédios, por conseguinte diminuindo o número de viciados e o índice de internados por intoxicações por medicamento, que ultrapassam os 60 mil pessoas nos últimos 5 anos.