Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 16/06/2025

De acordo com Platão: “o importante não é viver, mas viver bem”. Para o filósofo, a qualidade da vida é mais importante do que a própria existência. Nesse caso, um elevado número de indivíduos buscam-se automedicar para atingir isso de modo mais acelerado. Contudo, o consumo da medicação autônoma pode gerar efeitos adversos. Logo, ao invés de agir para aproximar o cenário descrito por Platão da vivida pelos cidadãos, o descuido da saúde pública e o fácil acesso aos remédios cooperaram para o quadro atual.

Em primeira análise, é válido ressaltar que segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por assegurar o bem-estar da população, porém, isso não ocorre no Brasil. Devido a ausência da participação das autoridades, tem-se um sistema de saúde pública precário, com a falta de infraestrutura, produtos e profissionais. Nesse viés, repara-se que o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, que refere-se à saúde pública de qualidade para todos, não é cumprido.

Em segunda análise, é necessário destacar a simples aquisição da medicação como obstáculo da problemática. De acordo com o ICTQ, 72% da sociedade brasileira fazem uso de automedicação, sendo 40% por meio da tecnologia. Sendo assim, nota-se que pela facilidade em obter-se remédios pela internet, muitas pessoas acreditam não ter que ir aos hospitais ou postos de saúde para solucionar seus transtornos, já que podem só pesquisar e ir em alguma farmácia próxima obter o fármaco sem terem prescrições médicas, ou credenciais em muitos casos.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são essenciais para deter o avanço da problemática na comunidade brasileira. Desse modo, com o plano de minimizar o uso da medicação autônoma, é imprescindível, que o Estado direcione verbas para contratação de mais profissionais, reformas na infraestrutura dos hospitais, investir em novos aparelhos para melhorar a assistência das concultas e ainda devem contratar fiscais para fiscalização das vendas sem prescrição e documentos. Ademais, a população deve procurar ajuda de especialistas para começar o tratamento mais assertivo de seus transtornos antes de iniciar a automedicação. Sendo assim, é possível uma diminuição na automedicação e uma aproximação com a realidade exposta por Platão.