Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 24/05/2025
A série “Dr. House” mostra um médico que se automedica por anos e tem sua saúde mental e física afetada por esta atitude. De forma semelhante, a prática da automedicação tornou-se comum mundialmente, inaugurando a era das enfermidades induzidas por medicamentos. Assim, convém analisar duas causas inerentes ao debate: a irresponsabilidade midiática e o desconhecimento.
Em primeira análise, pode-se apontar a imprudência dos meios televisivos como um dos fatores que influencia a automedicação. Nesse sentido, o escritor George Orwell afirmou que: “A mídia é o órgão que cria a realidade. Se ela quiser, pode fazer com que as pessoas esqueçam o que viveram”. A partir disso, tal comportamento da mídia pode ser observado constantemente, visto que redes televisivas incentivam o uso de remédios com propagandas comerciais sem considerar possíveis incitações à comportamentos negativos, como a automedicação. Em suma, ações são urgentes para reverter esse quadro de uso de medicamentos sem prescrição médica.
Ademais, vale ressaltar a falta de informações sobre remédios como um aspecto que agrava a problemática abordada. Nesse contexto, o pensador Yuval Harari destacou que: “Em uma era de sobrecarga de informação irrelevante, a clareza é poder”. A partir disso, tal tese pode ser comprovada pela lacuna no conhecimento popular sobre características vitais acerca dos fármacos – como interações medicamentosas e possíveis efeitos adversos – sendo aspectos que podem ser exacerbados pela automedicação. Em síntese, os órgãos responsáveis devem agir em prol da conscientização popular sobre remédios.
Portanto, o Ministério da Saúde, entidade competente pelo controle de fármacos no Brasil, deve desenvolver campanhas de conscientização para esclarecer informações sobre as consequências do uso indiscriminado de medicamentos, por meio de parcerias com empresas do meio televisivo e digital, a fim de que as pessoas evitem a prática da automedicação. Paralelamente, o poder público deve agir com maior rigidez nos casos de irresponsabilidade midiática no quesito medicamentoso. Assim o Brasil tornara-se referência no controle da problemática e casos como o médico ficcional serão raros.