Benefícios das mudanças ecológicas e o que ainda precisa ser feito
Enviada em 06/07/2022
Desde a Segunda Revolução Industrial, percebe-se um aumento na utilização de derivados do petróleo. Por conseguinte, mudanças ecológicas têm sido tema de várias conferências internacionais, que visam diminuir o cenário atual do aquecimento global resultante da utilização desses produtos, como os plásticos. Vale ressaltar que principalmente no Brasil, ainda há muito a ser feito nesse quesito, podendo utilizar-se da venda de seus créditos de carbono não só para incentivar tais mudanças, como também para aproveitá-la economicamente, e aplicar tal capital em ações ecológicas.
Em primeira análise, segundo o website ‘‘IPAM Amazônia’’, o país, em virtude da extensão da Amazônia, é um dos maiores detentores de créditos de carbono. Surgidos durante a Conferência de Quioto, esses créditos podem ser traduzidos como o excesso da redução da emissão desse elemento, que podem ser vendidos para outros países. A venda desses créditos, além de contribuir e incentivar a diminuição do efeito estufa, ainda ajuda economicamente o país.
Outrossim, salienta-se que a poluição dos rios e mares é principal causadora da contaminação de peixes e, consequentemente, da provável diminuição da saúde nutricional da população mundial. Em contraste a isso, mudanças ecológicas como o advento dos produtos biodegradáveis, têm poder de reverter esse quadro. Principalmente no Brasil, com o capital advindo da possível venda dos créditos de carbono, pode-se obter um cenário como o que aconteceu na Austrália, onde, de acordo com a revista ‘‘Exame’’, por iniciativa ecológica, quase 80% do consumo de sacolas plásticas foi reduzido.
Destarte, visando um maior avanço no que diz respeito às mudanças ecológicas no país, torna-se imperativa, por parte do Governo Federal, junto ao Ministério da Economia, a apresentação e venda dos créditos de carbono disponíveis, em conferências internacionais sobre o clima, como a COP26, e, a partir disso, a criação de um plano que aproveite o retorno econômico de tal negociação para a implementação de ações ecológicas dentro do país.