Benefícios das mudanças ecológicas e o que ainda precisa ser feito
Enviada em 13/08/2022
No início do século 20 juntamente com a preocupação do aquecimento global, iniciou-se um processo de estímulo da mudança de hábitos da população mundial, visando a diminuição da deterioração ambiental, vários foram os benefícios dessa prática, tal como a diminuição da poluição ambiental, melhora na saúde dos ecossistemas e do próprio ser humano, todavia, esse processo ainda está muito distante de ser concluído, uma vez que mesmo após a elaboração de leis que proíbem a poluição e após pactos ambientais serem feitos entre nações a sociedade continua poluindo o meio ambiente, gerando um quadro onde ainda há muito a ser feito para melhorar esse quadro.
Em primeiro plano, é importante citar que em diversos países existem leis que proíbem a poluição do meio ambiente, todavia, essas leis não são aplicadas em sua totalidade, uma vez que é muito comum as práticas de jogar lixo em locais impróprios, despejamento indevido de esgoto em rios e o uso de materiais potencialmente poluentes, gerando um quadro idêntico ao citado por Gilberto Dimenstein no seu livro “O cidadão de papel”, no qual existem leis reguladores mas que não são exercidas na realidade, ficando assim presas ao plano teórico.
Em uma segunda análise, vê-se necessária a análise do egocentrismo do corpo social que demonstra uma despreocupação com a realidade da poluição ambiental e que na maioria dos casos sequer mudam seu hábitos, constituindo uma falta de empatia com a sociedade em geral e com as pessoas que são diretamente afetadas por essa prática, um cenário idêntico ao exposto pelo escritor José Saramago na sua obra “Ensaio sobre a cegueira”, no qual o indivíduo carece de empatia pela realidade difícil vivenciada pelo próximo.
Dessarte, urge pois uma intervenção dos órgãos mundiais de preservação do meio ambiente através do enrijecimento de leis que buscam proibir a poluição, por meio da criação de uma entidade de fiscalização para que o cumprimento da lei seja efetivo, outrossim, é necessário a criação de campanhas e programas de incentivo a práticas de preservação ecológica por meio da Organização das Nações Unidas afim de acabar com o noção coletiva egocêntrico e para que a sociedade se veja cada vez mais distante da realidade teorizada por Saramago.