Benefícios das mudanças ecológicas e o que ainda precisa ser feito

Enviada em 15/10/2022

Em 1992, a ONU promoveu a Conferência da Terra e lançou metas a serem aplicadas pelos países, a fim de preservar o meio ambiente. Entretanto, substancial parcela da população ainda não manifesta os benefícios das mudanças ecológicas e o que ainda precisa ser feito para alavancar as ideias da ONU na prática. Com efeito, um dia diálogo entre a sociedade e o Estado para manter um ecossistema saudável é a medida que se impõe.

Diante desse cenário, é notório que recursos básicos são necessários para manter o desenvolvimento sustentável. A esse respeito, Simone Beauvoir-expoente filósofa francesa- desenvolveu o conceito de Invisibilidade Social, que consiste na estratégia de ignorar grupos vulneráveis. Ocorre que os indivíduos que não tem acesso a recursos básicos, como saneamento e educação estão distante de entender os benefícios da preservação do meio ambiente por serem menosprezados diante da aristocracia-classe social superior- o que vai de encontro a ideia de Beauvoir. Dessa forma, enquanto a desinformação da importância de cuidar da natureza for a regra, a conservação do planeta será exceção.

Ademais, a Constituição Federal de 1988 diz que o meio ambiente, ecologicamente equilibrado, é atribuído como um direito a todos e sua tutela um dever de todos. Nesse viés, as autoridades públicas mostram-se incapazes de controlar a proliferação do lixo, haja vista a grande produção de plásticos que não são biodegradáveis, o que causa forte impacto ambiental. No entanto, não é razoável que na contemporaneidade ainda perdure a fabricação de polietileno que demora milhares de anos para se decompor, o que deve, pois, ser repudiado.

Urge, portanto, que os indivíduos e as instituições públicas cooperem para entenderem os benefícios das mudanças ecológicas. Cabe aos cidadãos ampliarem seus conceitos acerca de melhorias para o planeta, por meio de vídeos na internet que evidenciem o que deve ser feito com o manejo e o descarte do lixo. Ao Ministério da educação, por sua vez, compete criar cartilhas com instruções de desenvolvimento sustentável na construção de materiais plásticos biodegradáveis. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, em breve, o provento ambiental não seja apenas teoria.