Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 08/10/2025
Na canção de Teodoro e Sampaio “quem vai mandar no mundo é a mulher”, nos trechos “(…)a mulher ‘tá’ na política e rodeia o futebol”, transmite a mensagem de que a mulher ocupa espaços que outrora eram predominantemente ocupados por homens. De forma contrária a música, o espaço ocupado por mulheres na política brasileira ainda é pouco expressivo. Nisso, reflete uma desigualdade de uma sociedade machista devido tanto à própria história que privilegia homens em detrimento da mulher quanto à de uma educação discriminatória.
A princípio, é preciso ressaltar o quanto a história brasileira privilegiou o homem em detrimento da mulher. Nesse país, foram poucas mulheres que marcaram a história do Brasil, como no período imperial, a princesa Isabel que assinou a lei Áurea, e no século presente, a Dilma Rousseff, a primeira e única mulher a assumir a presidência da República. Concernente à realidade política brasileira, a mulher não tem destaque nem no passado nem no período atual, o que virou tradição essa desigualdade histórica, em que mulher é desvalorizada nos cargos mais altos de trabalho, nas representações de liderança religiosas e na educação formal.
Além disso, destaca-se no cenário brasileiro uma educação que discrimina a mulher em prol do homem. Em 1827 com a lei Geral, a mulher pôde ter acesso aos colégios, antes disso a única educação que ela tinha era para fins domésticos e religiosos. No cenário atual, apesar de acesso às escolas, a empregos e a cargos políticos, a educação informal continua a mesma. Nesse sentido, as instruções familiares e da comunidade direcionada a mulher não é de uma visão de igualdade com o homem, mas de uma submissão cega e passiva em detrimento do crescimento pessoal, profissional e político dela.
Portanto, visando uma aderência cada vez participativa e maior da mulher na política, os Governos Estaduais e Governos Municipais, responsáveis pela educação de ensino médio e fundamental, devem promover uma conscientização coletiva da importância da participação feminina na política brasileira. Isso aconteceria por meio de palestras em escolas municipais e estaduais, jogos educativos e materiais didáticos para crianças e adolescentes e comunidade externa, para que os alunos aprendam a importância de uma igualdade de direitos entre os gêneros.