Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira

Enviada em 08/06/2026

No Brasil, pode ser observado que a política é um espaço que historicamente foi ocupado principalmente por homens. Entretanto, nas eleições de 2018, a quantidade de mulheres vitoriosas subiu para 15%, cinco pontos percentuais acima da média histórica analisada de 1994 a 2018, segundo o estudo do DataSenado. Diante a essa realidade é notório que para que haja maior participação feminina na política brasileira é necessário fortalecer políticas de inclusão e combater barreiras socioculturais que permanecem presentes na sociedade.

Em primeira análise, a participação feminina na política brasileira tem apresentado progressos significativos. Como a implementação de cotas para candidaturas femininas, à exigência de que os partidos distribuíssem um percentual mínimo de 30% para cada sexo dos recursos públicos de financiamento das campanhas e o aumento do número de mulheres eleitas, comprovam uma mudança positiva na política brasileira. Desse modo, tais conquistas demonstram perspectivas para maior presença da mulher na política e reforçam que ainda há necessidade políticas públicas que incentivem essa participação.

Ademais, apesar dos avanços, ainda há obstáculos que dificultam essa participação, como o machismo estrutural, presente em diversos setores da sociedade, contribui para o preconceito e desvalorização da figura feminina na política. Além do mais, há dificuldades relacionadas ao acesso de recursos financeiros, visibilidade de campanhas e violência política de gênero. Sendo necessário a promoção de ações que promovam maior igualdade e oportunidades.

Portanto, medidas devem ser tomadas, a fim de ampliar a participação feminina na política brasileira. Para isso é necessário que o TSE, em parceria com partidos políticos, promova programas de incentivo à liderança feminina, por meio de palestras e campanhas de conscientização. E o Ministério da educação, faça palestras que fortaleçam a educação e mais respeito com as mulheres. Dessa forma, será possível ter um futuro político mais inclusivo.