Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira

Enviada em 09/09/2026

No livro “O Conto da Aia”, a autora explora uma sociedade governada por ideais extremistas que, aos poucos, extinguem a liberdade feminina. Na obra, fica explíci-to a crítica à forma como os direitos das mulheres são constantemente questiona-dos, mostrando a constante necessidade de torná-las submissas aos homens. Fora da ficção, é perceptível a escassez de brasileiras participando ativamente da políti-ca, e isso ocorre devido ao machismo estrutural e aos padrões de gênero sociais.

Sob esse viés, o patriarcado dificulta a plena participação política das mulheres no Brasil. Dito isso, Simone de Beauvoir concluiu que os direitos femininos são questi-onados ao menor sinal de crise. Isso significa que as leis que protegem as cidadãs são instáveis, e a presença predominante de homens nas decisões jurídicas reforça tal insegurança, haja vista que eles, em sua maioria, menosprezam o zelo necessá-rio para manter essas legislações eficazes. Portanto, é essencial a presença de mu-lheres no governo para que essas possam defender os direitos da população femi-nina, evitando, assim, a perda dessa independência conquistada.

Outrossim, a performance de gênero tradicional atrasa a integração da figura fe-minina na política. O filme “Nunca Fui Santa” retrata, de forma cômica, um acampa-mento dedicado à corrigir os jovens que não seguem esses papéis. Tal correção consiste em reforçar estereótipos relacionados ao sexo feminino e masculino, a fim de moldar esses jovens a esses padrões. Dentro dessa análise, nota-se que o ideal ironizado pela película afeta diretamente a vida política das mulheres do Brasil, pois há quem acredite que decisões administrativas são função do homem. Conse-quentemente, as jovens do país não são incentivadas a aprender ativamente sobre política e acabam sendo reduzidas a figuras responsáveis pelo lar e pelos filhos.

Em suma, é indispensável garantir a inclusão das mulheres na política. Então, é dever do Ministério da Educação, responsável pelo ensino do país, educar as novas gerações sobre assuntos governamentais, por meio da integração de materiais es-pecíficos para cada ano letivo, com o objetivo de formar cidadãs aptas a decidirem se querem participar das decisões políticas da nação. Ademais, as famílias devem incentivar as filhas a estudar tais tópicos, tirando-as do papel tradicional esperado — donas de casa, que cuidam integralmente dos afazeres domésticos.