Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira

Enviada em 26/09/2026

No filme “Barbie”, é retratada a história de uma cidade onde mulheres ocupam as posições de poder, inclusive na política em que todas são mulheres e os homens não têm o protagonismo. Entretanto, ao relacionar o filme com a realidade brasileira, é possível perceber uma versão totalmente contrária da obra, visto que a figura masculina domina, em maioria, os cargos de maior prestígio, como na política. Diante desse cenário, faz-se necessária a análise da cultura machista e da ineficácia estatal como causas da problemática.

Sob essa perspectiva, é crucial analisar como a cultura estrutural machista impacta na falta de participação feminina na política. Nesse prisma, o livro “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, explica que os papéis e desejos femininos na sociedade são moldados a partir de uma cultura patriarcal, em que os homens são o centro e obtêm o domínio social. Sendo assim, é possível afirmar que a baixa participação feminina na política é devida a essa construção social, que desestimula a mulher a participar de postos de destaque, pois esses não seriam lugares ideais para as mesmas. Por conseguinte, isso também demove os eleitores a votarem nas poucas mulheres que participam, visto que entendem que os homens fariam melhor essa função. Dessa forma, as mulheres têm menor representação em um âmbito de importância.

Ademais, é preciso compreender como a omissão governamental contribui para a desigualdade de gênero na política. Nesse aspecto, a Constituição Federal brasileira prevê, em seu artigo 5, a igualdade de gênero como direito inerente a todos os cidadãos brasileiros. Contudo, não há igualdade de gênero quando se trata de cargos importantes, uma vez que, mesmo com essa prerrogativa, em 136 anos como república, apenas uma mulher foi eleita como presidenta, enquanto foram eleitos 38 homens diferentes. Logo, o Estado se torna ineficaz, pois mesmo com a existência da lei, a desigualdade entre gêneros continua existindo.

Portanto, é fundamental combater esse obstáculo. Para isso, os deputados federais devem criar uma lei, que estabeleça metade dos cargos de deputados, senadores e vereadores, sendo estaduais, federais e municipais, para mulheres. Tendo, como finalidade a igualdade de gênero na política.