Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 07/02/2023
A Ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, retrata em seu livro “Minha história” as dificuldades enfrentadas em sua trajetória até se tornar a pimeira mulher negra a ocupar o cargo de primeira-dama. Paralelamente a isso, fica evidente uma cultura patriarcal no cenário político, no qual mulheres ainda são discriminadas e oprimidas por investirem em uma carreira eleitoral. Por isso, o combate à desigualdade social no cenário político é essencial para que as mulheres consigam obter uma participação efetiva na política brasileira.
A priori, é notável a ascensão de candidaturas femininas com o passar dos anos, visto que a proporção de mulheres tem aumentado gradativamente. Entretanto, segundo dados do “Data Senado”, os recursos públicos para o financiamento de campanhas femininas continua abaixo da cota minima de 30%. Nesse sentido, percebe-se que, mesmo com o aumento de mulheres no cenário político, a desigualdade, proveniente de um machismo estrutural, ainda é um empecilho no processo de participação efetiva no cenário eleitoral.
Outrossim, fica evidente o conceito de “transformação molecular”, proposto pelo historiador Antônio Gramsci. Nesse cenário, sua teoria afirma que, pequenos impactos sociais, quando somados, geram consequências significativas. Nesse cenário, o aumento de mulheres em cargos políticos gera uma mudança significativa no contexto social do país, haja vista que novas políticas públicas serão valorizadas, como o combate ao feminicídio e violência contra a mulher. Em contrapartida, a ausência de figuras femininas contribui para uma sociedade mais machista e com direitos femininos atenuados.
Portanto, para que as mulheres participem ativamente no cenário eleitoral brasileiro, é mister que entidades sociais, como o Tribunal Superior Eleitoral, promovam projetos que auxiliem na ascensão de mulheres no Congresso Nacional. Nesse contexto, as medidas podem ser realizadas por meio da fiscalização das cotas direcionadas aos cargos femininos, para que não fiquem abaixo do valor mínimo. Dessa forma, a fim de garantir um cenário igualitário na política do país, as mulheres brasileiras tendem a se sentir seguras e representadas, assim como no cargo de Michelle Obama.