Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 11/02/2023
De bruxas á líderes de grandes nações, esse é o enredo construído por décadas de movimentos feministas, na busca de equidade de direitos e reconhecimento na sociedade obtendo avanços, pouco notáveis, na política brasileira.
O atraso da participação de mulheres na política acontece pela desvalorização que elas sofrem por estarem inseridas em sociedades de culturas machistas, como acontece no Brasil. Por ser um país onde o Cristianismo exerce uma grande influência, há uma forma de pensar que mulheres necessitam de cuidar dos lares, enquanto homens, por serem biologicamente mais fortes, se tornam provedores da família, símbolo da religião. Isto é percebido no livro “Sapiens” que retrata o percurso da humanidade e como a figura feminina foi forçada a um lugar de reprodução e obediência na história por serem consideradas mais “fracas”.
A fragilidade feminina se tornou um aspecto que a sociedade resolveu levar em consideração quando é necessário eleger uma candidata. A mulher é considerada o chamado “Sexo Frágil” e isso apenas enfatiza a visão, de que cargos de lideranças não podem ser assumidos pelo publico feminino pois não são aptas á tomarem decisões, que um número considerável de pessoas compartilha. Porém, essa visão é refutada pois como citado no texto “Prefeitas são poucas e governam os municípios menores e mais pobres” a porcentagem de prefeitas que possuem ensino superior é de 71%, indicando que as candidatas eleitas possuem experiências e domínio em gestão pública.
Portanto, para acelerar o crescimento da participação de mulheres na política brasileira é necessário a implementação de ações governamentais e socioculturais. O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve aplicar o incentivo á filiação dos partidos políticos e o incremento no valor das verbas destinadas ao publico feminino. Além disso, ONGs e Centros Sociais podem criar grupos comunitários para dar vozes as mulheres de baixa renda que almejam participar da política, construindo engajamento social.