Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 13/02/2023
Na série de televisão “The 100”, Clarke é a líder de um conjunto de jovens lutando para sobreviver numa Terra pós-apocalíptica e a personagem faz de tudo para que todos tenham uma vida minimamente digna. Fora da ficção, mais precisamente no Brasil, a questão dos caminhos e das perspectivas a respeito da participação feminina na política passa por impasses, causados pela subestimação do valor da mulher em papéis sociais, o que acarreta em uma maior fragilidade dos direitos desse grupo.
Em primeiro lugar, a inferiorização do valor feminino em papéis sociais é um catalisador da problemática em questão. A esse respeito, a sociedade patriarcal, modelo familiar estabelecido no Brasil quando era uma colônia, definia o homem como o provedor da casa e a mulher como submissa, cuidadora dos filhos e doméstica. Nesse sentido, verifica-se que, mesmo após o período colonial, ainda é possível visualizar a manifestação dessa organização social nas distorções e subestimações existentes a respeito da mulher na execução de seus papéis laborais, fato que impede novas perspectivas na política brasileira.
Consequentemente, há uma maior vulnerabilidade em relação à constância dos direitos femininos. Sobre isso, a paquistanesa Malala Yousafzai, bem como tantas outras jovens, foi impedida de estudar pelo grupo terrorista Talibã, o qual dizia que os estudos não eram relevantes nos trabalhos domésticos. Dessa forma, percebe-se o quão essencial e urgente é a representatividade das mulheres na política, para que todos os indivíduos, sem quaiquer distinções, continuem usufruindo dos direitos básicos de todo ser humano, sem medo de perdê-los.
Portanto, analisa-se que a problemática supracitada carece de soluções. Dessa maneira, os Ministérios da Educação e da Cidadania devem, em conjunto, possibilitar novos caminhos e perspectivas na política brasileira com a participação feminina por meio da semana escolar " A liderança é de todos". Em tal período, toda a comunidade estudantil terá acesso a palestras e atividades lúdicas que evidenciem a necessidade de desconstrução da sociedade patriarcal, a luta de Malala e a importância da representação das mulheres na política, para que, finalmente, existam mais líderes como Clarke.