Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 25/02/2023
Na Grécia antiga, mais especificamente, no berço da democracia Ateniense, as mulheres não participavam da vida política visto que, não eram consideradas cidadãs. No Brasil, até meados do séc. XX também não era concedida tal autonomia às mulheres, o que vem mudando gradualmente com a participação ativa destas na política.
Desde que o Brasil se tornou república as mulheres vem conquistando lentamente seu espaço na vida pública. A luta feminina por direitos políticos iniciou-se com o movimento Sufragista, que culminou na criação do primeiro partido feminino, em 1910, o Partido Republicano Feminino, que lutava pelo direito ao voto. Porém, este só foi conquistado em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o que se consolidou como um marco na luta por igualdade política.
Apesar dos grandes avanços no campo, a participação feminina ainda não é tão ativa e igualitária quando comparada com a participação masculina. As mulheres ocupam ainda pouco espaço na execução dos três poderes. A primeira mulher a ocupar o mais alto cargo do executivo só chegou ao poder 122 anos após a proclamação da república e 79 anos após a conquista do voto. A partir daí o Brasil vem elegendo muito mais mulheres para cargos políticos e a expectativa é que a cada eleição conquistem mais espaço.
Em resumo, a luta feminina por representatividade política não foi em vão, à medida que a causa foi ganhando notoriedade e as mulheres despertando interesse pela política, mais mulheres se tornaram ativas na vida pública. Para amplificar esse quadro, seria interessante ampliar o acesso feminino aos cargos políticos por meio da implementação de cotas que garantissem uma porcentagem mínima de mulheres aos poderes da administração, assim como formar pessoas conscientes do poder dessa representatividade através de campanhas que remetam à importância da conquista das mulheres. Antes não podiam votar e agora podem ser eleitas presidentes do Brasil.