Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira

Enviada em 13/02/2023

Na Grécia Antiga, as mulheres não tinham direito de participar da vida pública, restando a elas o ofício do lar. Elas ficavam em um ambiente chamado Gineceu aprendendo a costurar e a ser dona de casa, enquanto homens detinham todo o poder na vida pública e na sociedade. Nesse contexto, no Brasil, as mulheres, em pleno século XXI, sofrem ojeriza no que diz respeito a participação política. Isso decorre não só do preconceito arraigado na sociedade brasileira, como também da condição histórica do patriarcado dominante.

Em primeira análise, cabe ressaltar que existe uma discriminação para como sexo feminino candidatar-se a algum cargo político, de maneira que a porcentagem de mulheres ainda é pouco expressiva se comparada com a dos homens. De acordo com o físico Albert Einstein “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Nesse sentido, a comunidade brasileira, tendo como pano de fundo as lutas históricas das mulheres, ainda apresenta repulsa e desconfiança nas possíveis candidaturas femininas.

Além disso, a mulher foi sempre tida como “sexo frágil” e criou-se uma visão de que ela é incapaz de exercer a vida pública. A partir disso, embora as mulheres sejam a maioria da população, pouco mais de dez por cento estão presentes em cargos políticos no Brasil. Nessa perspectiva, nota-se um grande avanço desde o início da participação feminina em 1932 com a aprovação do código eleitoral, porém o caminho é longo e necessita de engajamento para que as mulheres alcancem a equidade na política.

Depreende-se, portanto, que a a participação política feminina no Brasil é prejudicada. Logo, torna-se imperativo que o Ministério da Educação(MEC), por intermédio de professores, deve promover palestras de cunho educativo sobre a condição histórica das mulheres com o intuito de desmistificar o prejulgamento criado em torno do sexo feminino. Ademais, o público mulheril precisa cobrar, através de manifestações pacíficas, políticas públicas de incentivo a candidaturas públicas femininas. Esse projeto tem o objetivo de atender as jovens que apresentam ideias para a coletividade e não tem oportunidades. Pois, somente assim se construirá uma socidade justa, igualitária e equitativa.