Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira

Enviada em 14/02/2023

A Democracia Representativa consiste em um governo cujos candidatos eleitos devem representar a maioria da população. No entanto, no Brasil hodierno, apesar de ser adotado o modelo representativo, as mulheres são marginalizadas. Isso acontece devido à reduzida presença política e da menor capacidade decisória do grupo.

A princípio, a ascenção feminina, na política, foi tardia, o que popularizou a figura masculina nos cargos públicos. Nesse sentido, somente na Era Vargas, em 1932, as mulheres conquistaram o direito do voto. Dessa forma, devido ao menor número no congresso e aos esteriótipos criados, como a função doméstica, as cidadãs receberam escasso apoio dos partidos e da sociedade. Com efeito, na atualidade, o homem predomina no cenário sociopolítico do país.

Além disso, o poder influencia a realidade social, o qual é usado em prol dos interesses dominantes. Sob essa visão, vale ressaltar a Democracia Ateniense, a qual excluía a participação de mulheres, escravos e estrangeiros. Desse modo, o ambiente político nacional vai ao encontro da organização estatal de Atenas, dado que segundo a revista Exame as damas são 51% da população, porém, são minoria nos cargos públicos. Assim, os homens influenciam a maioria das decisões.

Portanto, as Redes de TV devem durante as eleições favorecer as candidatas, por meio de um horário especial para a propaganda partidária feminina, com mais tempo de televisão fornecido às mulheres, a fim de ampliar o número de damas eleitas. Ademais, o Estado deve promulgar uma lei, que obrigue os partidos a financiarem a eleição de cidadãs, visando reduzir a exclusão feminina na política.