Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira

Enviada em 17/02/2023

A participação feminina na política brasileira é um desafio. De acordo com a Folha de São Paulo, de 519 deputados apenas 54 eram mulheres em 2020. Com isso, deve-se analisar causas, consequências e uma possível solução para esse impasse.

A priori, precisa-se comentar sobre o ensino de política nas escolas brasileiras. Política é uma ciência que procura beneficiar o bem estar coletivo. Seu entendi-

mento leva a uma organização social que garante a boa convivência entre todos. Porém, as instituições brasileiras de ensino não proporciona um bom aprendizado sobre essa ciência, visto que os jovens saem das escolas sem uma noção básica sobre a verdadeira essência da política, não sabem votar e nem a tomar decisões para propiciar o bem comum. Percebe-se isso ao observar os dados divulgados em 2020 pela Organização das Nações Unidas, ONU, onde monstra que o Brasil tem o menor índice de mulheres na política entre todos os países. Ou seja, não há um debate sobre o fato de que as mulheres não participam desse âmbito, mesmo sendo a maior parte da população brasileira, e nem o por quê disso. Assim, a escola não prepara o jovem para o bom uso da política e nem a enfrentar desafios sociais.

Outrossim, é importante analisar as causas do fato supracitado e suas conse-

quências. A primeira mulher votou em 1927, mas foi somente em 2016 que suas

sucessoras ganharam um banheiro feminino no plenário. Além disso, os partidos

usam candidatas fantasmas, que não possuem chances de ganharem eleições, para não serem punidos pela falta de mulheres em suas cadeiras políticas. Com isso, as jovens brasileiras não têm referências femininas políticas, tornando-se algo inalcançável de se fazer parte. Assim, torna-se notório o machismo estrutural presente na política, sendo uma problemática que deve ser solucionada.

Destarte, é indubitável que a participação feminina na política brasileira é um de- safio. Portanto, as escolas, principal instituição responsável pela educação no Brasil , deve proporcionar aulas para conscientizar os alunos sobre política e a participação feminina nesse âmbito. Através de palestras e debates será possível formas alunos capazes de lutar pelo bem estar comum e aumentar o número de mulheres na política brasileira criando referências para as próximas gerações.