Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira

Enviada em 21/02/2023

Assim como o processo escravagista, o patriarcado também fez parte da construção do Brasil. Em um país onde o direito ao voto feminino so foi alcançado a menos de um século (1932) , é evidente que a participação feminina na política carregue obstáculos e limitações. Tal problemática dificulta não só a vida cotidiana das mulheres, que perecem de voz ativa em questões políticas, como também dificulta a aquisição de direitos femininos, uma vez que apenas elas podem revelar suas próprias necessidades.

Desde a Grécia Antiga, com o surgimento do regime democrático, voto e cidadania estiveram intimamente interligados. Diante disso, sem tais direitos políticos, as mulheres juntamente com suas necessidades, foram excluidas da sociedade brasileira até 1932, reforçando assim preconceitos acerca do seu gênero. Indubitavelmente, ainda hoje cidadãs sofrem com a falta de voz ativa em questões políticas, tanto pela escassez de representatividade como pela falta de incentivo ao debate político, tido até mesmo como inconveniente a elas.

Outrossim, devemos olhar a democracia como a representação das necessidades sociais manifestadas por seus governantes. De certo, se não há mulheres - que representam 51% da população - ocupando cargos na política brasileira, as chances de terem seus direitos validados são bem menores, visto que, só a partir de 32 que diversos direitos foram instituidos (Lei Maria da Penha, Delegacia da Mulher, Lei do Feminicídio etc.). Portanto, é de suma importancia compreender que mesmo fazendo parte da maior porcentagem populacional, o gênero feminino encontra obstáculos para ocuparem espaços políticos, impostos por problemas históricos ainda não resolvidos, como o patriarcado e o preconceito de gênero.

Dessa forma, soluções devem ser planejadas e discutidas para que a participação feminina na política seja efetiva. Sendo o problema de caráter social, político e estrutural, é dever do Estado juntamente com suas instituições traçar melhorias. Por exemplo o Minístério dos Direitos Humanos juntamente com o Ministério da Justiça, podem formular leis que garantam de forma efetiva a distribuição igualitária de cargos políticos, entre mulheres e homens. Só assim, teremos uma sociedade justa, coerente e diversificada para todos.