Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 13/03/2023
É fato que as mulheres ocupam cada vez mais espaço na sociedade. Todavia, a participação feminina na política ainda é escassa. Isso ocorre devido a aspectos hostis de uma cultura, que persistem na atualidade, e que devem ser combatidos.
A Constituição Federal de 1988 assegura a igualdade de gênero. Entretanto, tal prerrogativa não se reverbera com ênfase quando levamos em conta a desproporção entre homens e mulheres na política brasileira. Isso ocorre devido ao machismo enraízado na cultura brasileira e à ideia de que a mulher é inferior e menos capaz que o homem.
Nesse contexto, faz-se necessária a desconstrução da ideia de que a mulher é incapaz. Historicamente, a cultura sempre limitou o papel da mulher na sociedade, impedindo que exercessem cargos importantes e que sempre ficassem sujeitas a uma figura masculina de autoridade. Porém, grandes nomes como Marrie Currie, cientista polonesa que conduziu pesquisas pioneiras sobre a radioatividade, evidenciam que a “incapacidade” das mulheres é apenas uma construção social.
Diante o exposto, como forma de combater a cultura retrógrada do machismo que impede a participação feminina na política brasileira, medidas governamentais tornam-se necessárias. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação atuar em escolas públicas e privadas por meio de palestras ministradas por mulheres que ocupam cargos importantes na estrutura hierarquica social, em destaque na política. Essas palestras devem destacar e incentivar a participação e inclusão feminina, bem como desconsttuir os preceitos sociais anteriormente citados. Desse modo, uma sociedade mais igualitária será construída.