Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira

Enviada em 23/03/2023

O quadro expressionista, O Grito, do pintor norueguês, Edvard Munch, retrata um ser rodeado de medo e ansiedade, cujo semblante do personagem expressa uma atmosfera profunda de desolação. Não distante da obra expressionista,no cenário contemporâneo brasileiro, é notória a profunda desolação da nação quanto a participação feminina na política. Isso ocorre, seja pela omissão governamental nesse âmbito, seja pela negligência da população verde-amarela. Dessa maneira, é imperioso que essa “chaga social” seja resolvida.

A princípio, acerca da “lógica” referente a participação da mulher, é válido retomar o aspecto supracitado quanto à omissão estatal nesse caso. Conforme Aristóteles, " A poética deve ser utilizada que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade". Considerando este pensamento, percebe-se que o governo atua como agente omisso diante do cenário da falta de participação da mulher na política, ao mostrar que suas ações não se tornam eficientes e justas para modificar o problema em questão. Como prova, vê-se a garantia em que homens chegam a ter até seis vezes mais chances de vitória que mulheres nas

eleições.

Além disso, a obra Abapuru, de Tarsila do Amaral, revela-nos, por meio da cabeça pequena, a falta de pensamento crítico ou alienação social. Correlativo á realidade, a negligência da sociedade frente a participação da mulher na política mostra a completa afronésia da população brasileira quanto ao enfrentamento do problema. Pois essa se mostra, muitas vezes, como marca negativa de agrupamento pós-moderno, ao deixar de lado a busca por ações afirmativas, como saber seus direitos para que o problema seja amenizado.

Urgem, por tanto, ações sinérgicas entre os atores sociais diante de combate à falta de participação da mulher na política. Para tanto, o governo, órgão responsável em concretizar e realizar ações dos interesses públicos deve realizar por meio de divulgações na mídia, como propaganda em horários nobres para amenizar o problema. Ademais, é função da sociedade, fazer movimentos pacíficos, com o intuito de garantir uma sociedade coesa. Por fim, com todas essas medidas em prática, a obra O Grito não passará apenas de uma tela ficcional expressionista.