Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 30/03/2023
Na história dos Estados Unidos nunca houve um presidente do sexo feminino no país. Diferente do contexto estadunidense, no Brasil, no ano de 2010, foi eleita a primeira representante para o mais alto cargo do poder executivo. Contudo, apesar da vitória de Dilma Rousseff nas urnas, o território nacional ainda é marcado por grande desigualdade de gênero na política. Infelizmente, o percentual de representantes mulheres no parlamento brasileiro é inferior ao de homens. A pro-
blemática em questão se origina de duas causas principais. A primeira está relacio-
nada ao machismo estrutural. Enquanto a segunda ocorre devido à sobrecarga que elas são submetidas no ambiente familiar.
Nesse sentido, as mulheres seguem ocupando um número inferior de cargos na política em relação aos homem em razão da estrutura machista e patriarcal do país. Foi somente no século XX, durante o governo de Getúlio Vargas, que o direito ao voto feminino foi conquistado. Entretanto, esse foi apenas um pequeno avanço na história das mulheres na política. A qual segue sendo marcada pelo imaginário preconceituoso de que os homens estão mais aptos a ocuparem tais posições. Dessa forma, essa concepção contribui para que quase cem anos após as mulheres irem as urnas pela primeira vez, o total de representantes permaneça reduzido.
Além disso, as cobranças e demandas excessivas, direcionadas às mulheres no ambiente domiciliar, contribuem para que seja inferior o número de candidatas em relação ao de candidatos. O trabalho invisível feminino no bojo familiar dificultam sua inserção na carreira política. Suas duplas jornadas - trabalho e casa -, tornam exaustiva a possibilidade de assumirem um cargo como representante no país. Sendo assim, o cenário favorece a menor participação e ocupação de cargos na política por deputadas, senadoras e presidentas.
Portanto, são necessárias medidas a fim de ampliar e criar novas perspectivas e cenários para as mulheres na política. Diante disso, o senado federal, que ocupa função no poder legislativo, ou seja, é responsável pela criação de leis, deve propor uma nova na qual defina uma cota mínima para o gênero feminino no congresso nacional. Por meio da nova lei, espera-se que a desigualdade de gênero na política seja reduzida e que cada mais mulheres ocupem espaços no parlamento brasileiro.