Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 06/05/2023
Casos como, a construção tardia do primeiro banheiro feminino do Senado brasileiro ou o assédio sofrido por Isa Penna durante uma sessão da Assembleia, demonstram que a política brasileira não está preparada para o acolhimento das mulheres em seus espaços. Nesse sentido, em um ambiente tomado pelo machismo e por infrações, às quais tomam o lugar que é da mulher por lei, há a necessidade de caminhos para aumentar a participação feminina na política nacional.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a violência de gênero é constante e é um impasse para a participação plena. Nessa lógica, a mulher conquistou seu direito de votar e ser votada apenas em 1933 e, com isso, entrou em um universo político dominado por homens, no qual são recorrentes os ataques machistas, os quais tentam silenciá-las, diminuí-las e assediá-las. Como evidenciado supracitado, a ex-candidata à presidência da república Simone Tebet foi descredibilizada e chamada de desequilibrada por seus colegas de profissão, como afirmou em sua entrevista para o jornal Estado de Minas. Como consequência disso, ainda que a Constituição Federal assegure o direito das mulheres estarem naqueles ambientes, essas são desrespeitadas e inibidas de participarem da política brasileira. Desse modo, para que se possa expandir as candidaturas femininas, é importante haver um ambiente de respeito.