Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira

Enviada em 08/05/2023

No Código Cívil brasileiro de 1916, a mulher era considerada por lei como política- mente incapaz, ou seja, elas não tinham direito ao poder do voto e nem a candida- tura a cargos políticos. Ápesar da distância temporal, e da luta tangida por inúme- ras mulheres para igualdade de direitos, a participação feminina efetiva na política brasileira se torna distânte da realidade da nação. Nesse viés, torna-se crucial anali- sar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a indiligência da sociedade frente o assunto, e a insuficiência legislativa do país.

Nessa perspectiva, é importante destacar que a indiligência da sociedade quanto a pouca participação da mulher na política é um impulsionador do problema. Sob essa ótica, o autor José Saramago em sua obra ´´ensaio sobre a cegueira´´, retrata através de metáforas a incapacidade do ser humano em reconhecer o próximo, o que, segundo ele evoca egoísmo e conflito. Posto isso, a visão do autor se compro-

va na realidade quando se observa que grande parcela da nação verde-amarela tem negligênciado a problemática em questão, não se importando com a parcela feminina da população brasileira. Logo, é inádimissivel que esse cenário continue a perdurar.

Outrossim é importante evidênciar a maneira como estado lida com o problema. Isso porque, como afirmou Gilbero Dimenstain em sua obra ´´ cidadão de papel´´, a legislação brasileira é ineficaz, visto que embora pareça ser completa na teoria, mu- itas vezes, não se concretiza na prática. Prova disso, é a escassez de políticas públi- cas satisfatórias voltadas para participação da mulher de maneira real e efetiva na política. Isso é perceptível seja pela grande maioria dos cargos políticos do país se- rem gestionados por homens ou pelo pouco recurso público destinado a campa- nhas femininas. Assim, infere-se que nem mesmo o príncipio júridico foi capaz de garantir o combate ao problema.

Em suma a situação urge por medidas cabíveis. Dessa maneira, os poderes legis- lativos brasileiros deve criar leis que grantem a verdadeira participação da mulher na política. Ademais o Estado, por meio do Ministério da Educação deve tabém rea- lizar o desenvolvimento de empatia nos alunos, através da criação de matérias que exitem solidariedade, por exemplo. Assim, se alcançará uma política mais justa.