Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 12/07/2023
Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca dos caminhos para garantir o partido feminino no Brasil. Isso acontece devido à negligência governamental e ao silenciamento midiático, fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia.
Nesse contexto, a preocupação com a desvalorização do partido feminino na política brasileira é consequência de ações governamentais ineficazes. Afinal, como alertou o escritor Gilberto Dimenstein, em sua O obra “O cidadão de papel” (1993), nem sempre as leis presentes nos documentos oficiais são cumpridas, estabelece-ndo-se, assim, a garantia apenas teórica dos direitos dos cidadãos, vide a obsolescência da Carta Magna ante aos desafios para valorização do partido feminino. Isso é explicito a partir da observação de que as políticas públicas de prevenção e, até mesmo, do reconhecimento da polícia feminina não são prioridades nos planos do governo — que sempre são ações pontuais e isoladas. Logo, a mudança que a nação almeja é cada vez mais improvável, devido a uma “legislação apenas simbólica”.
Além disso, outra preocupação é a inoperância da população em relação ao reconhecimento feminino na política. No entanto, como defendia o escritor irlandês Oscar Wilde, “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. Porém, seja porque não são culturalizadas nas escolas, seja porque são raramente orientadas pelos veículos midiáticos, as pessoas tornam-se indiferentes dos caminhos para a participação da mulher no cenário político, pois ora acreditam que é responsabilidade exclusiva do Estado, ora sequer sabem como podem ser úteis no combate. Entretanto, a nação não muda, mesmo que queira, a realidade da desvalorização da mulher na política brasileira, acomodando-se na esperança de que o Governo irá promover a mudança desejada.
Portanto, para garantir os benefícios previstos pela Convenção Americana de Direitos Humanos, as escolas — responsáveis pela transformação social — devem estimular a população a solicitar melhorias em relação a participação da mulher na política brasileira, por meio de projetos pedagógicos, como palestras capazes de mobilizar o Estado e a sociedade. Essa iniciativa teria finalidade de garantir os direitos descritos por Gilberto Dimenstein.