Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira

Enviada em 18/07/2023

Segundo Jugen Habermans, a democracia deliberativa ratifica a participação ampla no debate político para a elaboração de políticas públicas. Entretanto, alguns grupos permanecem sendo minoria na esfera política,onde, atualmente, no Brasil, caminhos e perspectivas ainda são enfrentadas para a participação feminina na política brasileira. Logo, isso ocorre não só devido á estrutura patriarcal, mas também á negligência governamental.

Primeiramente, o renascimento histórico rompeu com a noção naturalista e essencialista da condição humana. Por conseguinte, Simone de Beauvoir adotou a filosofia existencialista de que o sujeito se dá por um processo de construção material, social e histórica. Na obra, o segundo sexo a autora aborda a opressão masculina reflexo do patriarcado, estrutura que se consolidou durante séculos nas sociedades. Dessa forma, esse recorte reflete na persistência do baixo numero de inserção feminina na política o qual, forma 51% da demografia do país e apenas 12% são mulheres que compõem as prefeituras, consequentemente, dificulta o acesso a políticas públicas que visem os interesses desse grupo social.

Ademais, averigua-se que a negligência do Governo Federal na contribuição da permanência feminina é uma problemática em questão. Ao lado que se observa, a falta de políticas públicas de incentivo a sua emancipação, a disputa entre os interesses de genêros no Congresso Federal marca também essa ineficiência e dificulta a elaboração de legislações que atenue a dominação masculina. Nesse sentido, o estigma associado á exclusão desse grupo minoritário penetra na responsabilidade estatal.

Portanto, infere-se que medidas são necessarias para mitigar os entraves sobre a falta da inclusão feminina no ambiente político. Observa-se que para resolução de tal cenário, os veículos midiáticos devem proporcionar propagandas que comuniquem o papel ativo das mulheres enquanto grupo político e também os interesses relacionado ao genêro, por meio de inventimento público, para que as mulheres possam usurfruir plenamente de seus direitos. Por fim, será possível a democracia deliberativa proposta por Habermans mediante a comunicação e participação de todos os cidadãos.