Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 15/08/2023
O filósofo Friedrich Engels teorizou na obra “A origem da família, da propriedade privada e do Estado” que a cerne das relações sociais dos povos do ocidente é o patriarcado. Nesse viés, constata-se que a essência patriarcal constitui um imaginário errôneo em que as mulheres são menos capazes que os homens, inclusive de fazer política. Todavia, a contradição é que, na prática, observa-se que as mulheres têm desempenhado cada vez mais funções essenciais no seio da sociedade.
Primeiramente, convém citar um caso de machismo estrutural frente à participação de uma mulher no cenário político. Em 2016, a então presidente Dilma Rousseff foi alvo de uma campanha massiva de calúna e difamação por meio de fake news que a julgavam incompetente de exercer o cargo. Assim, fica nítido que a misoginia é uma arma poderosa e covarde. Nem mesmo a chefe de Estado pôde escapar das amarras de um sistema completamente injusto e desigual.
Em segundo lugar, para contextualizar o papel feminino na sociedade brasileira, é válido citar o panorama que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traçou. Foi apontado que cerca de 50% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. Dessa forma, constata-se, na prática, que a ideia de superioridade masculina é uma convenção social advinda da origem das sociedades ocidentais. Infelizmente, a autocrítica não faz parte desse pacote e, nessa toada, o “modus operandi” segue misógino até a contemporaneidade.
Portanto, ao analisar os fatos supracitados, conclui-se que a essência patriarcal é um vício de comportamento naturalizado pelo corpo social. Assim, cabe ao Poder Executivo -órgão incumbido de garantir a representatividade do povo- a tarefa de investir, por meio do Ministério da Educação, em campanhas publicitárias nas escolas brasileiras. Nesse sentido, devem ser elaborados planos estratégicos de ensino e acesso à informação. Tais campanhas devem ter o objetivo de enaltecer as conquistas, deveres e direitos das mlheres, de forma a talhar uma nova geração de indivíduos sensibilizados com as profundas injustiças do mundo moderno.