Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 01/11/2023
Na história do Brasil, mulheres só tiveram acesso ao voto em 1934, anos após a criação da participação dos cidadãos na política. A partir disso, não obstante da realidade atual, mulheres ainda sofrem em relação ao atraso na participação não só do meio político mas de outras áreas em território brasileiro. Logo, se torna cada vez mais evidente que o núcleo problemático se relaciona com a estrutura patriarcal, além da desigualdade de gênero no Brasil, fazendo preciso o trabalho governamental para, assim, valorizar as mulheres.
Diante desse cenário, se sobressai o fato de que a estrutura patriarcal, mesmo na atualidade, é presente na vida da população brasileira. Desde a saída da monarquia para a entrada da república, em 1888, com o presidente Marechal Deodoro, só houve uma mulher na presidência. A partir disso, percebe-se a gravidade da falta de inclusão feminina na política, acentuada pela presença do patriarquismo, no qual os homens são vistos como chefes e dignos de cargos superiores. Dessa forma, pela tardia introdução da mulher no meio, poucas oportunidades são impostas, de modo que a população feminina não coloque uma perspectiva positiva, assim, se mantendo afastadas de cargos políticos.
Ademais, mesmo com muita luta, a desigualdade de gênero é existente na sociedade de modo a afetar diversas áreas na vida feminina. A Carta Magna de 1988, por lei, garante igualdade entre homens e mulheres sem distinção. Entretanto, a Constituição é colocada em prática de forma ineficiente visto os diversos problemas enfrentados pelas mulheres, como a pouca participação em Câmaras e Senados políticos. Consequentemente desvalorizando o potencial e diminuindo a inserção da mulher e sua representatividade - de extrema importância para as demais mulheres- no mundo político.
Portanto, são necessárias medidas capazes de amenizar os impactos causados pela estrutura patriarcal e desigualdade de gênero na política brasileira. Desse modo, cabe ao Ministério das Mulheres -órgão público responsável pelas políticas públicas envolvendo a mulher- encaminhar um projeto de lei que adicione uma porcentagem do número de mulheres em Câmaras e Senados, para a Câmara dos Deputados, de modo a tornar o número de homens e mulheres na política igualitário. A fim de aumentar caminhos e perspectivas da participação política das mulheres em território brasileiro.