Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 04/11/2023
Segundo dados recentes do Censo 2022 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitica - IBGE - e divulgados em outubro de 2023, as mulheres são mais de cinquenta e um por cento da população brasileira e ainda ocupam baixo percentual nos cargos políticos. Dito isso, a discussão sobre a importância e os meios de aumentar a representatividade feminina em cargos eletivos apresenta grande relevância na busca pela igualdade de gênero tanto na política quanto na sociedade brasileira. Dessa forma, o estímulo as mulheres a se candidatarem e também de votarem e elegerem outras mulheres é algo primordial para alcançar a igualdade de gênero.
O direito a voto no Brasil se inicou em 1824 assegurado pela primeira Constituição do Império outorgada por Dom Pedro I. Entretanto, as mulheres só obtiveram direito a voto 110 anos mais tarde com a promulgação da Consituição de 1834. Este fato, demonstra a dificuldade histórica que as mulheres tiveram para conseguir expressar os seus anseios, bem como a luta constante para conquistarem os seus direitos.
Ademais, a República no Brasil foi proclamada por Marechal Deodoro da Fonseca em 1889 e somente depois de 122 anos, no ano de 2011, a primeira mulher ocupou o cargo mais alto do Executivo brasileiro, com a Presidente Dilma Roussef. A escritora e filósofa francesa Simone de Beauvoir disse no início do século XX: “não se nasce mulher, torna-se”. Essa frase já exprimia a necessidade de luta das mulheres pelo seus direitos à época e ainda se faz bastante atual no combate a misoginia, na busca pela igualdade de gênero e também para assegurar os seus direitos civis e de representação política.
Sendo assim, para ajudar na luta por representação feminina no cenário político, o Tribunal Superior Eleitoral em conjunto com o Ministério das Mulheres deve vincular propagandas publicitárias nos diferentes meios de comunicação, para alcançar mulheres de diferentes idades e classes sociais, a fim de estimulá-las a se candidatarem e a ocuparem os cargos eletivos, alcançando a igualdade de gênero na política e, dessa forma, serem representadas efetivamente tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo.