Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 03/11/2023
A Constituição de 1988 foi um marco na história brasileira, pois foi a primeira vez que o país teve uma constituição que tem como uma de suas bases o direito da inclusão feminina na política. No entanto, esse avanço se mostrou insuficiente, vsito que o percentual de mulheres no cenário político é bem inferior comparado com a dos homens. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência estatal e a secundarização dos direitos no Brasil impulsionam tal problemática, com o intuito de solucioná-la.
Diante desse cenário, nota-se a inoperância governamental como fator agravante com a falta da inclusão de mulheres na política no Brasil. De acordo com o geógrafo Milton Santos, em seu texto “As Cidades Multiladas”, a cidadania atinge a plenitude de sua eficácia quando os direitos do corpo social, em sua totalidade, são homogeneamente desfrutados. Todavia, no contexto hodierno, a passividade do Estado distancia a população negligenciada dos direitos constitucionalmente garantidos, à medida que, as chances de uma mulher conseguir um cargo no meio político é bem baixo e muito das vezes são oprimidas de estar ali exercendo seu direito. Dessa forma, enquanto a máquina pública negligenciar suas responsabilidades o problema perdurará e a mulher continuará a ser mutilada de forma sistemática.
Além disso, é notório como no Brasil houve um secundarização histótica dos direitos. Nesse sentido, no livro “A Elite do Atraso”, o autor brasileiro Jessé Souza discorre sobre como o desenvolvimento no Brasil foi quiado por uma elite interessada apenas nos lucros rápidos e todos os direitos da população ficaram à mercê e, como consequência uma dificuldade da mulher conseguir agir de frente para um país melhor e justo.
Em suma, o cenário exige uma ação robusta do Estado e da sociedade civil. Portanto, a União, por meio do Ministério das Mulheres, deve criar um plano de apoio, como palestras e campanhas, com fundo próprio, combatendo a desigualdade eleitoral. Além disso, a sociedade deve se unir para eleger representantes femininas que visem a diminuição do problema e a igualdade a todos. Assim, garantindo os direitos dos constituintes de 1988.