Caminhos e perspectivas: a participação feminina na política brasileira
Enviada em 09/07/2024
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura a todos a igualdade perante a lei, sem distinção de gênero, cor, crença ou natureza. Entretanto, a plena efetivação dessa norma não é observada no Brasil, uma vez que a participação feminina da política brasileira é extremamente baixa. Desse modo, com intuito de fazer a Constituição valer a pena, faz-se necessário analisar os principais alicerces do problema: a desingualdade de gênero e as crenças sociais limitantes.
Em primeira analise, pode-se observar que a desingualdade de gênero ainda é um empecilho para inclusão da mulheres no poder público. Segundo Djamila Ribeiro filósofa e feminista: “a minha luta diária é para ser reconhecida como sujeito, impor minha existência em uma sociedade que ensiste em negá-la.” Nessa lógica, os homens tem um peso maior na balança, já que as mulheres por vezes são consideradas um sexo frágil e incapacitadas de exercer as mesma funções do sexo oposto, sendo necessário provar para sociedade que as mulheres tem instrução suficiente para estar no mesmo nível que tal.
Sob esse viés, o sociólogo Pierre Bourdieu chama de “violência simbólica” o processo de assimetria social que se estabelece quando certos grupos são considerados inadequados ou inferiores, sendo reproduzido em olhares, atitudes e expressões preconceituosas. Nesse sentido, a sociedade tem uma crença limitante sobre pessoas do sexo feminino, vendo-as como inapropriadas e incapazes de estarem enseridas no meio político, e que somente homens tem tal capacidade. Por isso, existe uma discrêpancia enorme na quantidade de homens e mulheres que formam o Estado
Portanto, para melhorar a participação das mulheres na política brasileira, e fazer com que a Constituição Federal seja colocada em prática, se faz necessário que o Governo Federal, responsável pela administração da esfera federal do Estado brasileiro, através de impostos pagos pela nação, invista em programas de conscientização e palestras que busquem o acolhimento de mulheres no meio político. Com isso, o Brasil se tonará um país que garante a ampla defesa dos direitos fundamentais a seus cidadões.