Caminhos para a igualdade salarial no esporte

Enviada em 26/03/2023

“O peso de quem não trouxe a medalha não é das jogadoras, mas daqueles que não investem no futebol feminino brasileiro.”, frase dita por Marta Silva, uma das atletas mais importantes do futebol nacional, critica o fato de que não há suporte e incentivo financeiro para mulheres futebolistas. Consonante a isso, é perceptível que a diferença de salários entre mulheres e homens é descomunal, em virtude da discriminação de gênero que desvaloriza o esporte feminino, acarretando na falta de investimento público e privado.

A priori, a sociedade atual possui um sexismo estrutural, que negligencia toda mulher atuante em uma área majoritariamente dominada por homens. Devido a esse desmazelo, as jovens não são incentivadas a adentrar em alguma dessas áreas, como o esporte, por medo da opressão de gênero que elas estão sujeitas a sofrer. Outrossim, no filme “Valente”, animação da Pixar, conta a história de uma garota chamada Merida, que é constantemente desestimulada a seguir seu próprio caminho e a sua paixão pelo arco e flecha. Sob esse viés, o preconceito atribuído às mulheres está enraizado no consciente coletivo, oprimindo e desclassificado essa minoria.

Por conseguinte, a falta de investimento no esporte feminino promove a diferença de oportunidade para os gêneros. Enquanto o homem possui os melhores incentivos e suporte, a mulher continua sendo estigmatizada e se torna motivo de piada. Nessa análise, podemos comparar com o conceito de equidade, aprofundado pelo sociólogo brasileiro Florestan Fernandes, que afirma a necessidade de tratar os desfavorecidos de maneira diferente aos favorecidos, e assim, alcançar a igualdade. Logo, oferecer apoio e encorajamento para as cidadãs é a melhor prática para atingir uma igualdade de gênero no esporte.

Portanto, é de suma importância que o Estado tome as devidas medidas para ao menos atenuar esse crítico cenário descrito. Dessa forma, cabe ao Ministério do Esporte conjunto ao Ministério da Educação, aumentar a inserção feminina nas atividades esportivas, por meio de dinâmicas de esporte nas escolas, para alcançar um interesse nas jovens. Sendo assim, será possível diminuir a discriminação de gênero, reduzir a negligência social e atingir igualdade salarial no esporte.