Caminhos para a igualdade salarial no esporte
Enviada em 11/08/2023
Há muito tempo a desigualdade nos esportes se vê presente no Brasil. Tal como em 1941, quando Vargas cerceou o direito das mulheres de praticarem certas modalidades esportivas que eram incompatíveis com sua natureza. Atualmente, esse decreto atrasou a profissionalização feminina, prejudicando o salário das jogadoras e aumentou ainda mais a diferença de desenvolvimento do futebol masculino e do feminino.
De acordo com os comentários nos vídeos das jogadoras na Copa do Mundo Feminina de 2023 no Instagram, as competições são “chatas, sem emoção e sem graça”, comparadas com o futebol dos homens. Assim, a audiência dos jogos femininos acaba caindo e perdendo mais investidores, tornando o jogo tedioso e “sem graça”. Esse ciclo continua, e consequentemente, prejudica a evolução feminina nos esportes. Afinal, o que proporciona os jogos são os telespectadores e os patrocinadore, ambos influenciam no salário das competidoras e na infraestrutura dos campeonatos.
Ademais, em 1958 o time masculino ganhou sua primeira Copa do Mundo, bem como, as mulheres ainda estavam lutando pela sua aceitação nos esportes, já que mesmo com a permissão ainda havia o preconceito de que as mesmas não eram compatíveis com os esportes. Diante disso, o futebol dos homens já possuía uma longa jornada de popularidade na sociedade e havia crescido em todo o mundo. Portanto, nos dias atuais, se torna muito difícil ter uma igualdade salarial entre profissionais do gênero masculino e do feminino.
Desse modo, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Como uma maior interação das jogadoras nas redes sociais, como Instagram e Twitter para aumentar a audiência e o interesse do público em seus campeonatos. Além das torcedoras divulgarem e comentarem na mídia e com seus familiares sobre a Copa do Mundo feminina, pois apenas com uma grande visualização e marketing as mulheres conseguiram a igualdade salarial. Para isso, é necessário aumentar a popularidade das partidas.