Caminhos para a igualdade salarial no esporte

Enviada em 12/04/2023

Ao analisar a hodierna nação verde-amarela, vê-se que os caminhos para a igualdade salarial no esporte simbolizam um obstáculo a ser combatido. Nessa lógica, é imprescindível destacar o machismo como um fator que potencializa o problema e, consequentemente, corrobora com o pagamento não igualitário.

Diante desse cenário, entende-se que o machismo, fomenta a persistência do problema para o ensejo da igualdade salarial no esporte. Nessa perspectiva, esses fatores estão presentes há anos na sociedade, e o machismo é um fator que não muda, principalmente, nesse setor, no qual as mulheres não recebem reconhecimento como atleta, por não terem visibilidade suficiente para ganhar o seu espaço. Com efeito, segundo a “menoridade intelectual”, ideologia proposta por Kant, percebe-se que há uma característica intrínseca ligada aos indivíduos, isto é, a ausência da autonomia sobre os intelectos. Seguindo esse raciocínio, o cidadão, torna-se alienado frente à desigualdade de comissão no ramo esportivo – impulsionando, sobretudo, essa “menoridade”.

À vista disso, nota-se um pagamento não igualitário, visto que, os homens ganham o triplo do que a área feminina, mesmo elas tendo um desenvolvimento superior continuam faturando muito menos que eles. Dessa forma, tem que haver dinamismo, pois o indivíduo tem que ser reconhecido pelos colaboradores nas suas ações ágeis que são facilmente estimuladas no mundo esportivo. De acordo com o sociólogo Thedor Adorno, há uma massificação da cultura como forma de padronização pelo ser humano, o qual além de aceitar a realidade na qual está inserido, acaba promovendo a permanência desse determinismo. Desse modo, é fato que as autoridades maiores não se importam, infelizmente, o quadro atual é perpetuado.

Portanto, é fundamental atenuar os caminhos para igualdade da remuneração no esporte. Para tanto, é dever dos técnicos e responsáveis pelos clubes, divulgarem os trabalhos dos times femininos para ganhar mais visibilidade. Essa medida deve ser efetivada por meio de redes sociais, com parceria também do Ministério do Esporte, a fim de ajudar na situação socioeconômica dos clubes inferiores. Dessa forma, formaremos uma sociedade mais inclusa e mais igualitária.