Caminhos para a igualdade salarial no esporte
Enviada em 07/07/2023
“Ensaio sobre Cegueira” retrata a invisibilização de certos problemas da sociedade. Nesse viés, na realidade brasileira, a crítica de Saramago é verificada nos caminhos para a igualdade salarial no esporte, que tem impedido parcela da população esportiva ter uma vida digna. Nesse sentido, observa-se um delicado estorvo, que se enraiza no silenciamento e na insuficiência legislativa.
Diante desse cenário, a falta de debate é um desafio presente na problemática. Sobre esse aspecto, Djamila Ribeiro explica que “é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas”. Porém, há um silenciamento instaurado na questão da igualdade salarial no esporte, visto que, a falta de discussões a respeito da temática, tem levado a uma desigualdade de gênero no meio esportivo, causando-se a situação de que os homens são mais valorizados financeiramente em comparação as mulheres, fazendo assim, que elas se sintam menosprezadas. Desse modo, urge tirar o cenário do oculto para atuar sobre ele, como defende a pensadora.
Ademais, a ineficiência legislativa é um entrave no que tange ao obstáculo. À vista disso, a Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir o direito a uma vida digna. No entanto, essa legislação não tem sido o bastante na igualdade salarial no esporte, logo, a justiça na prática, tem mostrado falhas e descaso em defender o direito das mulheres esportistas e então, essa classe vem sofrendo continuamente nesse âmbito e sendo impedidas de gozar de uma boa qualidade de vida e dignidade. Dessa maneira, com a Constituição enfraquecida, o problema persiste.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, o Instagram deve criar uma campanha que trate da igualdade salarial no esporte, por meio de tutoriais com orientações precisas, a fim de reverter o silenciamento que impera. Tal ação pode, ainda, ser divulgada com uma “hashtag” para atingir mais pessoas. Outrossim, o poder público pode criar pesquisas públicas para entender e priorizar as reais necessidades da população. Com isso, o mundo será melhor nesse quesito e tornará as mulheres do esporte valorizadas.