Caminhos para a igualdade salarial no esporte

Enviada em 16/08/2023

Naomi Osaka é atualmente a tenista profissional feminina mais bem paga do mundo, chegando a receber 50 milhões de dólares em 2022, segundo a revista Forbes. Enquanto isso, o tenista profissional masculino mais bem pago, Roger Federer, ganha quase o dobro. Exemplos como esse são tão comuns dentro do esporte que definir os caminhos para a igualdade salarial se mostram um desafio, atrelado ao fato das mulheres serem historicamente negligenciadas no esporte além deste ser um problema que existe dentro e fora do esporte.

Sobretudo, devemos reconhecer as dificuldades enfrentadas pelas atletas femininas no decorrer dos anos. Na antiga Grécia, onde originou-se as olimpíadas, mulheres eram proibidas de participar do evento, nem como espectadoras. Vinculado a isso, no Brasil, durante os anos 40, elas foram proibidas de praticarem esportes como o futebol, conforme decreto assinado pelo então presidente Getúlio Vargas.

Outrossim, o pagamento injusto para trabalhadoras mulheres é um comportamento comum em diversas camadas da sociedade. A PL 1085/2023 busca punir o empregador que não cumpre o art. 7 da Constituição Federal que proíbe a diferença salarial por motivo de sexo, idade, cor ou estado civíl. Entretanto, não há legislação que garanta salários justos para atletas femininas.

Por fim, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para diminuir o abismo salarial entre os gêneros. Tal como, desenvolver a prática igualitária à esportes durante a infância, restringindo qualquer desencorajamento que possa haver para que meninas não pratiquem junto a meninos, promovido pelas escolas em geral e pelas secretarias municipais de esporte e lazer. Além de fomentar o consumo do esporte feminino para o público geral, por meio de propagandas nas mídias e junto a isso, criar uma lei que equipara o salário das desportistas à arrecadação desses eventos.