Caminhos para a igualdade salarial no esporte
Enviada em 04/09/2023
Em 1965, durante a Ditadura Militar as mulheres por serem consideradas frágeis e pouco competitivas foram proibidas de competir nos esportes. Atualmente, existem várias modalidades com categorias femininas, porém, as atletas enfrentam adversidades, entre elas o preconceito e a baixa remuneração, comparado com o masculino. Logo, os caminhos para a igualdade salarial no esporte encontram obstáculos, tendo em vista que a discriminação sexual e a disparidade financeira são fatores que desvalorizam as profissionais.
Primeiramente, nota-se que a intolerância tem caráter estrutural, posto que atividades físicas são masculinizadas. De acordo com a ONG Britânica Mulheres no esporte, cerca de 30% das esportistas já foram alvos de atitudes assediadoras. Ademais, é evidente que comportamentos repulsivos foram constituídos em periódos históricos como o supracitado. Dessa maneira, a equidade de gênero é estimulada pela mudança de pensamento da sociedade, visto que a concepção de fragilidade é retrógrada e contradita pela lei, onde todos são iguais.
Acrescido a essa situação, observa-se a desproporção monetária entre atletas no meio desportivo. Segundo, o artigo 461 da CLT, caso exercida a mesma função e esta tenha o mesmo valor prestado, a remuneração é igual, independente do gênero. No entanto, conforme dados da CNN, em 2023 para cada vinte centavos recebidos por jogadoras de futebol cerca de um dólar eram pagos aos jogadores. Dessa forma, é perceptível que a diferença entre honorários é concebida pelo irresponsabilidade de equipes, nacionais e da iniciativa privada, dado que não há cumprimento com os regulamentos trabalhistas previstos na legislação.
Portanto, diante do que foi exposto é necessário rever a situação das atletas. Para isso, o Ministério da Cidadania deve criar projetos com intuito de reduzir o sexismo no Brasil. Isso precisa ocorrer por meio de palestras, em escolas e empresas, com especialistas nos direitos femininos e por propagandas com depoimentos de vítimas de injúrias, com o objetivo de dar visibilidade a essa classe. Além disso, o Ministério do Trabalho deve intervir com políticas que fiscalizem empresas acerca da regulamentação da CLT, a fim de equalizar financeiramente homens e mulheres que realizam a mesma função.