Caminhos para a igualdade salarial no esporte
Enviada em 22/09/2023
Elaborada pela ONU, a ODS 5 tem como principal objetivo atingir a igualdade de gênero através de metas preestabelecidas. Entretanto, pode-se perceber que o contexto do Brasil no século XXI a contraria, visto que a disparidade salarial em âmbitos profissionais, principalmente no esporte, tem se tornado cada vez mais frequente. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar esse cenário, que possui como causas: a ausência de visibilidade e o machismo.
Convém ressaltar, a princípio, que o alcance limitado de telespectadores para os jogos femininos influencia diretamente na persistência do problema. Dessa forma, a negligência governamental é um fator determinante para que a situação se agrave. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues não permitiu que os estabelecimentos pausassem o seu funcionamento durante as partidas das brasileiras na Copa do Mundo feminina de 2023, como aconteceu enquanto ocorria as disputas mundiais masculinas. Com isso, a maior visibilidade das mulheres no esporte depende de medidas tomadas pelo próprio governo.
Ademais, destaca-se que o machismo também configura-se como um entrave no que tange à questão da desigualdade salarial de gênero no esporte. Tendo em vista que, segundo a CNN Brasil, a diferença de salário de Marta e Neymar é gritante, enquanto a jogadora, já eleita seis vezes melhor do mundo, ganha 400 mil dólares, o jogador chega a receber 50 milhões de dólares por ano. Sendo assim, esses dados evidenciam o sofrimento e a luta que as mulheres passam por fazerem parte de uma sociedade machista e que não as reconhece como merecedoras.
Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Logo, o Governo precisa investir em melhorias para a maior visibilidade dos jogos femininos, por meio da elaboração de leis e projetos que visem no maior alcance de telespectadores, fazendo com que as disputas femininas sejam reconhecidas e assissistidas como as masculinas. Além disso, se torna necessário que a FIFA, órgão responsável pela organização das partidas, estabeleça uma menor ou inexistente diferença entre os salários dos jogadores e jogadoras, através de critérios justos, visando na redução da disparidade no esporte. Dessa forma, teremos uma sociedade mais igualitária.