Caminhos para a igualdade salarial no esporte
Enviada em 31/10/2023
A Grécia Antiga, símbolo do período clássico, é hoje relembrada pelas Olimpíadas, uma competição global de esportes que, na Antiguidade, era restrita apenas aos homens. Tal estigmatização da prática esportiva que proibia a participação da mulher como competidora, dá lugar atualmente á desigualdade salarial do meio, fruto de um ambiente históricamente patriarcal, e que leva a inferiorização do papel feminino em tais esferas tradicionalmente masculinas.
Nesse sentido, a mulher enfrenta hoje diversas manifestações machistas no esporte. Assim, a proibição da participação feminina desde a Antiguidade grega se fez presente até a contemporaneidade, quando nos anos 1960 foi conquistada pelas manifestações feministas á favor dos direitos da mulher. Tal pauta, incorporada recentemente, revela as desigualdades de gênero presentes no meio esportivo, e ao desrespeito às participantes, que ainda lidam com o assédio sexual e verbal. Essa forma de violência pôde ser presenciada na Copa Feminina de Futebol de 2023, quando uma futebolista espanhhola foi beijada pelo presidente da Confederação de Futebol de seu país. Logo, o ambiente esportivo é palco das desigualdades de gênero que estigmatizam a mulher e sua relevância no meio.
Ademais, a dispariedade da diferença salarial entre os gêneros no esporte é uma realidade brasileira. Desse modo, reportagens realizadas pela Folha de São Paulo em 2023 revelam a assídua desigualdade monetária entre os principais jogadores esportivos de cada modalidade, em especial o futebol, representado por Neymar e Marta. Dessa forma, para além do reconhecimento profissional, a clara contraposição salarial entre tais profissionais, de mais de 50% segundo a matéria, comprova a diminuição feminina no esporte frente a figuras masculinas, reflexo da atual sociedade patriarcal, que inferioriza e degrada os direitos femininos.
Infere-se, portanto, que a desigualdade salarial no esporte é um grave problema, e urge de uma solução. Assim, o Ministéro do Esporte, em conjunto com o Ministério da Mulher e com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), bem como outras entidades esportivas, deve promover políticas de igualdade salárial nos Clubes e competições, através de fiscalizações dos órgãos citados e aplicação de multas aos que desrespeitarem, para assim garantir o equidade feminina salarial.